O que tem para jantar?

6 jan

A cena na cozinha:

Tenho fazer um peito de frango saudável e rápido de panela que minha mãe faz. Coloco na panela. Tempero. Aguardo. Eles começam a queimar por fora enquanto ainda estão crus por dentro. Tento salvá-los e não consigo. Tiro-os da panela e picoto como Quentin Tarantino picotaria seu pior inimigo. Jogo em outra panela e “taca-lhe” azeite. Sujo o chão da cozinha e o fogão que a diarista limpou hoje. Saio jogando tira gordura em tudo enquanto esfrego. Bufo. Me queimo. A criança ainda não dormiu e já passa do horário. São quase 10 da noite e eu estou com fome. Foda-se tudo, cato a criança e coloco pra dormir sob protestos. Janto frango queimado e ruim cortado sem nenhuma simetria com milho em lata. Odeio todo mundo. Odeio fazer o jantar!

Na verdade há tempos esse é um dos grandes dilemas da dona de casa: o que fazer pro almoço? O que fazer pro jantar? O que fazer pro almoço? O que fazer pro jantar? Consigo imaginar a mulher das cavernas pensando 3 opções de jantar com uma opção de frango, carne ou peixe porque ela não sabia o que o Sr. Homem das Cavernas ia caçar.

Esse ciclo infinito parece consumir grande parte dos nossos dias, ainda mais porque não se pode mais simplesmente cozinhar uma salsicha e comer com aquele macarrão cheio de glúten e carboidrato a noite. Se você pensa: vou fazer uma carne com salada. Tem que sair, pra comprar a salada. Lava a salada. Tempera a salada. Pensa na carne. Considera uma batata sauté. Lembra que não tem salsinha. Nunca tem salsinha porque quando tem, ela estraga.  Falar em estragado, a batata já criou raízes na geladeira. Nessas o humor já foi pro espaço.

Aí sempre tem um bacana: “se organiza que dá!”. Tenho vontade de dar na cara de quem fala “se organiza” com os cinco dedos bem abertos  como se organização fosse algo que vende no mercado. Brother, se organização fosse um dom de todos eu não teria metade dos problemas que tenho na vida assim como se paciência fosse uma droga injetável, eu já estaria sem veias e internada numa clínica de reabilitação. “Faz tudo no final de semana e congela”. Mas que caralha que eu vou passar meu domingo cozinhando pra depois comer comida velha. E mais: não é porque eu vou fazer no final de semana que ela vai ficar boa!

Aí tem gente que faz o cardápio fixo da semana. Isso é inimaginável pra mim porque exige MUITA organização e espaço no freezer. E se na terça-feira eu não quiser comer peixe com brócolis? E se na quinta eu resolver pedir comida árabe?

Eu odeio cozinhar. Odeio porque não sei e não sei porque odeio. Odeio porque não sei e não sei porque odeio. Minha mãe também odeia, mas ela cozinha bem.

A minha cozinha sabe disso e agora me odeia. Uma vez vi um programa do Gordon Ramsay em que ele fazia um beef Wellington e enrolava a massa no papel filme. O papel filme dele fluia, ele comandava aquele papel filme. Era lindo e muito natural. Pensa se eu consigo fazer o mesmo com o meu papel filme. Pra começar não consigo nem achar a ponta. Depois ele enrola todo e se joga no chão. Gruda no meu dedo. Gruda na tesoura. Sai todo torto e grudado. Minhas panelas queimam minha comida porque me odeiam. Meu instinto me sabota “acho que isso é em fogo baixo”. “NÃO, É ALTO!”, diz a receita. Meu arroz faz o que ele quer. Assim, sem mais nem menos. Às vezes sai salgado, às vezes queima, às vezes fica bom.

Ta aí uma resolução de ano novo: fazer as pazes com a cozinha. A saúde agradeceria, a família e os vizinhos que convivem com o cheiro de comida ruim e o bate panela também!

lovenot

Diálogos 1 – A gordinha e a gostosa

28 out

Amiga – O que vc tá fazendo?

Amigo – Nada, estava olhando a gostosa ali.

Amiga – Onde?

Amigo – Ali.

Amiga – A gordinha?
Amigo – Não, ela é gostosa.
Amiga – Achei gordinha.
Amigo – Olha lá o tamanho do da mulher ali.
Amiga – De novo olhando mulher?
Amigo – Não. O tamanho do sorvete, cacete. Irado!
Amiga – Vamos pedir um?
Amigo – Não é você que não come doce, carboidrato, nitrato, cloridato ou rúcula depois das 20h porque está de dieta
e precisa emagrecer?
Amiga – Sim.
Amigo – E quer sorvete?
Amiga – É que acabei de mudar minha concepção de “gostosa”. Manda o sorvete!
Amigo – Duas colheres?
Amiga – Se fudê, não como doce há 3 meses, te vira.
robyn

Robyn Lawley, a modelo considerada “plus size” no mundo da moda

1 ano de Luiz Gustavo

4 jun

*Post reproduzido do Facebook, para não se perder com o tempo

O final de semana foi intenso e eu estou cansada e extasiada da mesma forma que me sentia 1 ano atrás. Mas preciso escrever ou não seria eu, vocês sabem… Que me desculpem os amigos que não os tem, por opção ou não, mas apesar dos inúmeros clichês do texto, ele é real e não há exagero, acreditem. A verdade é que não há, seja no caminho de Santiago de Compostela, durante um ano sabático ou isolado em um iglu na Groenlândia, maior jornada de autoconhecimento que ter um filho. Não há, seja em dinâmica de grupo ou jogos olímpicos, maior espírito de equipe que cuidar de um bebê: é você e seu “parceiro” (no meu caso, o marido), os familiares que se mobilizam para ajudar a qualquer momento, os amigos que entendem que, pelo menos por enquanto, sua balada tem hora pra começar e acabar e que ao invés de sair para almoçar é melhor te fazerem companhia em casa, pois seu filho está com febre vocês não podem sair. Não há, nem ao tentar montar um cubo mágico ou procurar uma agulha no palheiro, maior exercício de paciência. Anos de terapia não farão você entender tão bem seus pais (ainda que não mude a relação “eu sei tudo e você e seus anos de experiência que se lasquem). 

Nesse ano, minhas prioridades mudaram e minhas emoções também.

Quando penso, e já falei isso diversas vezes, na possibilidade desse último ano não ter sido sobre Luiz Gustavo e sim sobre uma viagem pelo mundo sem limite de gasto e acesso livre aos eventos e acontecimentos mais badalados não consigo, de verdade, imaginar como seria mais interessante, intenso e pleno quanto foi foi com Luiz Gustavo (mesmo que eu ache que fazer tal viagem não seria nada mal…  ). 

É o que sempre digo quando perguntam se vale a pena ou como é ser mãe: é tudo o que dizem sobre o sono, o choro do bebê, a vida que muda, o dinheiro que se gasta as relações que mudam e o amor incondicional. Mas sabe aquela pergunta “se você morresse hoje, teria gostado do seu último dia de vida?”. Desde que ele nasceu eu teria amado todos os meus últimos dias de vida, ainda que eu deseje que ele venha só daqui muiiiiito tempo, para eu poder acompanha-lo por muitos e muitos anos. Feliz aniversário, meu amor.

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Apenas uma reflexão

14 mar

Estou sofrendo para escrever e quando isso acontece o melhor é começar de vez.

Os 30 anos chegaram e eu precisava registrar isso aqui no meu blog pessoal, que testemunhou algumas passagens da minha vida. Venho sentindo algumas mudanças, talvez pela maternidade, talvez pela maturidade, mas acredito que a forma que costumava escrever e os assuntos que abordava não fazem mais muito sentido para mim.

Explico: muitas coisas que me incomodavam antes não incomodam mais – é o famoso “tenho mais com o que me preocupar” e, de verdade, eu tenho. Talvez seja a tal “serenidade” que falam que conquistamos aos 30, Em tempo: não é que eu não tenha revoltas, porque eu tenho e MUITAS, mas talvez eu ache que o mundo não precisa saber de mais revoltas, muitas talvez desnecessárias.  

Também não acho que tenha propriedade para falar ou aconselhar qualquer pessoa sobre qualquer assunto. Quem sou eu para fazer isso?

Por outro lado, talvez esteja numa fase de ouvir (RARO!) e absorver. Apesar de dizerem que quanto mais velhos ficamos mais rejeitamos novas experiências, eu tenho aceitado as diferenças e divergências e na realidade tenho até procurado por elas.

Em tempos de busca o melhor é não ter certeza.

;)

Novo blog para as mamães (e papais) no ar!

16 set

Pessoal,

Como já disse aqui, eu sofri lavagem cerebral desde que virei mãe. Pensei em fazer uma “série especial” aqui no Consejo, mas não é o foco e nem o público, por isso, a convite de uma amiga-mãe, fundamos o Colcha de Retalhos.

Lá, 3 mães com filhos em idades diferentes, falam sobre o dia a dia, os questionamentos, a educação dos seus pequenos e dividem experiências. Quem tiver interesse, vai lá:

http://colcharetalho.wordpress.com/

O Consejo não vai deixar de existir, só vai continuar com o foco inicial: um blog pessoal bem humorado.

Beijosssss e vejo vocês no Colcha!

 

 

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