Publicado por: totafuturo em: dezembro 21, 2011
Nunca é como a gente imagina, não é mesmo?
O final do ano tá aí. Na verdade, pela data atual, já estamos praticamente no novo ano.
E aí, sem trocadilhos, foi bom pra você? Foi ruim? Ou será que engloba mais que uma definição?
O ser humano tem uma característica incrível, porque por mais que você bata a cabeça por conta dessa característica, ela continua presente, entra ano, sai ano, entra semana, sai semana, enfim… O fato é que NUNCA é como a gente imagina. Pode ser melhor, pode ser pior ou apenas diferente, mas não como a gente imagina.
E aí como lidar? Deixar de sonhar ou mesmo de imaginar ou então, pros mais práticos, de definir “metas” só porque a queda pode ser maior depois? Como viver sem expectativas? Sem almejar? Já falei sobre isso aqui e volto à dizer: o problema é que às vezes os nossos “sonhos” e “metas” nos impedem de ver o que há de bom ao nosso redor. Mas e quando o que há de bom ao nosso redor já não é suficiente? E quando você se dá conta de que nada, nada realmente é seu? Talvez seja por isso que algumas pessoas são tão apegadas às memórias, porque elas de fato são a única coisa que realmente nos pertence. E ainda bem, nossa memória é seletiva e logo logo a queda não terá parecido tão alta assim.
“Keep breathing”, “continue respirando”, é uma das minhas frases favoritas. E no fim de tudo, Zeca Pagodinho pode realmente ser considerado o grande filósofo dos nossos tempos: “deixa a vida me levar”, porque afinal é isso que ela faz mesmo. Ficar procurando os ou O erro de nada adianta de vez em quando, porque às vezes não há erro.
Desculpem não terminar o ano de forma bem humorada. Final de qualquer coisa sempre me deixa melancólica mas logo vem o mar e varre todas as coisas deixando apenas a sensação de “ah, mas isso foi em 2011″…
Let’s hope so.