Diálogos 1 – A gordinha e a gostosa

28 out

Amiga – O que vc tá fazendo?

Amigo – Nada, estava olhando a gostosa ali.

Amiga – Onde?

Amigo – Ali.

Amiga – A gordinha?
Amigo – Não, ela é gostosa.
Amiga – Achei gordinha.
Amigo – Olha lá o tamanho do da mulher ali.
Amiga – De novo olhando mulher?
Amigo – Não. O tamanho do sorvete, cacete. Irado!
Amiga – Vamos pedir um?
Amigo – Não é você que não come doce, carboidrato, nitrato, cloridato ou rúcula depois das 20h porque está de dieta
e precisa emagrecer?
Amiga – Sim.
Amigo – E quer sorvete?
Amiga – É que acabei de mudar minha concepção de “gostosa”. Manda o sorvete!
Amigo – Duas colheres?
Amiga – Se fudê, não como doce há 3 meses, te vira.
robyn

Robyn Lawley, a modelo considerada “plus size” no mundo da moda

1 ano de Luiz Gustavo

4 jun

*Post reproduzido do Facebook, para não se perder com o tempo

O final de semana foi intenso e eu estou cansada e extasiada da mesma forma que me sentia 1 ano atrás. Mas preciso escrever ou não seria eu, vocês sabem… Que me desculpem os amigos que não os tem, por opção ou não, mas apesar dos inúmeros clichês do texto, ele é real e não há exagero, acreditem. A verdade é que não há, seja no caminho de Santiago de Compostela, durante um ano sabático ou isolado em um iglu na Groenlândia, maior jornada de autoconhecimento que ter um filho. Não há, seja em dinâmica de grupo ou jogos olímpicos, maior espírito de equipe que cuidar de um bebê: é você e seu “parceiro” (no meu caso, o marido), os familiares que se mobilizam para ajudar a qualquer momento, os amigos que entendem que, pelo menos por enquanto, sua balada tem hora pra começar e acabar e que ao invés de sair para almoçar é melhor te fazerem companhia em casa, pois seu filho está com febre vocês não podem sair. Não há, nem ao tentar montar um cubo mágico ou procurar uma agulha no palheiro, maior exercício de paciência. Anos de terapia não farão você entender tão bem seus pais (ainda que não mude a relação “eu sei tudo e você e seus anos de experiência que se lasquem). 

Nesse ano, minhas prioridades mudaram e minhas emoções também.

Quando penso, e já falei isso diversas vezes, na possibilidade desse último ano não ter sido sobre Luiz Gustavo e sim sobre uma viagem pelo mundo sem limite de gasto e acesso livre aos eventos e acontecimentos mais badalados não consigo, de verdade, imaginar como seria mais interessante, intenso e pleno quanto foi foi com Luiz Gustavo (mesmo que eu ache que fazer tal viagem não seria nada mal…  ). 

É o que sempre digo quando perguntam se vale a pena ou como é ser mãe: é tudo o que dizem sobre o sono, o choro do bebê, a vida que muda, o dinheiro que se gasta as relações que mudam e o amor incondicional. Mas sabe aquela pergunta “se você morresse hoje, teria gostado do seu último dia de vida?”. Desde que ele nasceu eu teria amado todos os meus últimos dias de vida, ainda que eu deseje que ele venha só daqui muiiiiito tempo, para eu poder acompanha-lo por muitos e muitos anos. Feliz aniversário, meu amor.

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Apenas uma reflexão

14 mar

Estou sofrendo para escrever e quando isso acontece o melhor é começar de vez.

Os 30 anos chegaram e eu precisava registrar isso aqui no meu blog pessoal, que testemunhou algumas passagens da minha vida. Venho sentindo algumas mudanças, talvez pela maternidade, talvez pela maturidade, mas acredito que a forma que costumava escrever e os assuntos que abordava não fazem mais muito sentido para mim.

Explico: muitas coisas que me incomodavam antes não incomodam mais – é o famoso “tenho mais com o que me preocupar” e, de verdade, eu tenho. Talvez seja a tal “serenidade” que falam que conquistamos aos 30, Em tempo: não é que eu não tenha revoltas, porque eu tenho e MUITAS, mas talvez eu ache que o mundo não precisa saber de mais revoltas, muitas talvez desnecessárias.  

Também não acho que tenha propriedade para falar ou aconselhar qualquer pessoa sobre qualquer assunto. Quem sou eu para fazer isso?

Por outro lado, talvez esteja numa fase de ouvir (RARO!) e absorver. Apesar de dizerem que quanto mais velhos ficamos mais rejeitamos novas experiências, eu tenho aceitado as diferenças e divergências e na realidade tenho até procurado por elas.

Em tempos de busca o melhor é não ter certeza.

;)

Novo blog para as mamães (e papais) no ar!

16 set

Pessoal,

Como já disse aqui, eu sofri lavagem cerebral desde que virei mãe. Pensei em fazer uma “série especial” aqui no Consejo, mas não é o foco e nem o público, por isso, a convite de uma amiga-mãe, fundamos o Colcha de Retalhos.

Lá, 3 mães com filhos em idades diferentes, falam sobre o dia a dia, os questionamentos, a educação dos seus pequenos e dividem experiências. Quem tiver interesse, vai lá:

http://colcharetalho.wordpress.com/

O Consejo não vai deixar de existir, só vai continuar com o foco inicial: um blog pessoal bem humorado.

Beijosssss e vejo vocês no Colcha!

 

 

Nota

Carta para Luiz Gustavo

8 ago

Você já está dormindo há algum tempo e eu deveria estar fazendo a mesma coisa porque apesar de você ser um bebê de 2 meses e meio que dá menos trabalho que a maioria dos bebês (ou pelo menos é assim que eu encaro), os nossos dias são longos. A verdade é que quando vem a “epifania” enquanto se escova os dentes, é preciso por pra fora, para não se perder em palavras não ditas.

Sendo uma carta de cunho pessoal, eu deveria escreve-la apenas para você. Mas aí entra a minha vaidade de atriz e jornalista, mais o fato que acredito que se eu esquecer, ou você esquecer, alguém há de nos lembrar dessa carta. Queria te dar algumas dicas sobre o que aprendi até hoje. Dicas e não sábios conselhos, pois não tenho nem 30 anos e portanto não tenho como ser sábia. Poderia dizer “viaje, ame, ganhe dinheiro, perca dinheiro, erre” bla bla bla, mas isso, qualquer lista publicada em rede social (ainda existe isso?) vai te dizer. Por isso, quero te dizer o seguinte:

1. Um dia algo vai ser culpa minha. Estava pensando (enquanto escovava os dentes, lembra?) como você será em algum tempo, e pelas caras e bocas me parece alguém sério e até desconfiado. Puxou mais seu pai, talvez… Fico imaginando o dia que você vai dizer para alguém que “sou assim por causa da minha mãe”. Talvez você odeie aparecer, só porque agora eu te encho de roupas fofas e mostro fotos pra todo mundo. Talvez eu te batize na religião católica e você escolha outra religião ou talvez eu não te batize e um dia você me critique porque vai ter o maior trabalhão pra casar na Igreja. São apenas exemplos… O meu ponto é: não vou me desculpar pela sua insatisfação das minhas escolhas com o seu pai. Se as fizemos é porque acreditávamos que você seria melhor que nós ou pelo menos diferente.

2. Você vai ouvir muito por aí a frase “Nunca deixe que te digam que você não é capaz” e variações. Pois eu digo: nunca deixe que te digam que são perfeitos, porque não são. Ninguém é. E seria uma chatice sem fim se fossem. A graça da vida é ter conflitos, questionar, falhar e acertar. Mas saiba quando superar seus traumas, medos e culpas. Não os carregue por toda vida, não vale a pena. Substitua por outros, novos. Novos traumas, novos medos.

3. O mesmo serve para sonhos. Tenha todos do mundo: pequenos, grandes, materiais, espirituais e saiba que até sonhos tem limites e podem ser substituídos sem que aquilo represente uma falha.

4. Não conte um segredo se é segredo. As pessoas tem mania de ficar possessas quando espalham um segredo seu, mas oras, você foi o primeiro a não segurar a boca. Ao compartilhar um segredo saiba que está se dando de presente um teto de vidro.

5. Seja comprometido. Não há nada mais chato que alguém descomprometido ou que se propõe a fazer algo e não faz. Seja responsável pelas suas conquistas e escolhas. E desmarque o dentista com antecedência caso não vá à consulta. O mesmo serve para outros profissionais liberais.

6. Não seja um escroto. Isso mesmo. Ia falar “trate bem as mulheres” mas a realidade é que você deve tratar bem todo mundo, desde que te tratem bem. Uma vez minha mãe me ensinou “tenha preconceito com gente mal educada”. Os outros preconceitos simplesmente não levam a lugar nenhum.

5. Dê tempo ao tempo. Acredite que as coisas acontecem quando têm que acontecer, mas é claro, se é algo que você quer, deve contribuir para isso.

6. Não dê tanto valor a ressaca moral. Geralmente todos os outros estavam tão bêbados quanto você e no fim, sempre tem alguém pior ainda.

7. Continue desconfiando, mas não o tempo inteiro. Algumas pessoas merecem um voto de confiança.

8. Não seja óbvio mas também não precisa ser diferente o tempo todo. Cansa e enche o saco.

9. Pessoas morrem e pessoas nascem e nunca estamos preparados para nenhuma delas. Passamos a vida tentando conseguir lidar com a morte. Acredite em rituais. Um velório é um ritual e faz parte da passagem de despedida. Não tenha aquele negócio de não querer ver alguém no caixão porque não quer ter aquela imagem da pessoa na sua memória. A imagem de alguém no caixão não anula todas as memórias boas, apenas te faz entender que acabou.

10. Diversão vicia. Cuidado com isso.

11. Saiba diferenciar problemas de contratempos. Ter que lidar com uma condição irreversível é um problema. Uma doença séria, por exemplo. Ser demitido é um contratempo. Amar e não ser amado é um problema. Tomar um pé na bunda é um contratempo.

No fim, comecei esse post num dia e terminei no outro. Agora você está aqui comigo, me olhando com grandes olhos azuis. Então termino por aqui porque tenho que cuidar de você.

Te amo,

Beijos e abraços.

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